BLOG DA PROFª. ZÉLIA - NTE


 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Gabinete do Ministro
Esplanada dos Ministérios, Bloco “L” - 8º andar - Gabinete.
70047-900 - Brasília - DF - BRASIL

Brasília, 06 de julho de 2009.


Assunto urgente: inscrição dos professores em exercício nos cursos gratuitos de formação inicial para o segundo semestre de 2009 – acesso a Plataforma Freire

Prezado(a) Professor(a),
A Rede de Ensino a qual você pertence aderiu ao Plano de Metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e elaborou seu Plano de Ações Articuladas (PAR), onde demonstrou as necessidades relacionadas à formação de seus professores, para assegurar a formação exigida na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) a todos os educadores que nela atuam.
A Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica, tem a finalidade de organizar – em regime de colaboração da União com os estados, Distrito Federal e municípios – a formação inicial e continuada desses profissionais.
Por meio desse Plano, se você ainda não possui graduação ou possui graduação em área distinta da que atua, poderá efetuar sua pré-inscrição em cursos de primeira licenciatura, de segunda licenciatura e de formação pedagógica (para bacharéis sem licenciatura). Todas as licenciaturas das áreas de conhecimento da educação básica serão oferecidas no Plano, com cursos gratuitos para professores em exercício das escolas públicas, nas modalidades presencial e a distância. A pré-inscrição nos cursos será feita por você no sitio do MEC, no espaço denominado Plataforma Paulo Freire (
http://freire.mec.gov.br/), onde você também poderá cadastrar ou atualizar seu currículo.
A partir da sua pré-inscrição e da oferta de formação pelas Instituições de Educação Superior (IES), as secretarias estaduais e municipais de educação deverão validar as inscrições na Plataforma Freire, com base em seu planejamento estratégico, visando adequar a oferta das IES à demanda dos professores e às necessidades reais das escolas de suas redes. As inscrições validadas serão submetidas às IES que após processo seletivo, caso necessário, procederão à matrícula nos cursos.
Caso você já possua a formação adequada, incentive e mobilize os seus colegas da rede a se inscreverem. Qualquer informação adicional pode ser acessada pelo sítio do MEC (
http://www.mec.gov.br/) ou solicitada pelo endereço eletrônico plataformafreire@capes.gov.br

Atenciosamente, 

                                                                Ministro de Estado da Educação
 
Fonte: recebido por e-mail Informativo (Informativo@mec.gov.br)


Escrito por ´ZÉLIA às 11h08
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


TV MULTIMÍDIA (TV PENDRIVE)

           

Caro, Professor! Neste site encontrará materiais  referentes à sua disciplina. Os objetos  disponibilizados já se encontram no formato possível de ser visualizado na TV Multimídia. Para facilitar sua pesquisa utilize a busca por palavras-chave no menu superior. Maiores informações acesse o link "Sobre a TV Multimídia" no menu lateral.

Acesse aqui:



Escrito por ´ZÉLIA às 15h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Pedro Demo aborda os desafios da linguagem no século XXI

Pedro Demo é professor do departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB). PhD em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken, Alemanha, e pós-doutor pela University of California at Los Angeles (UCLA), possui 76 livros publicados, envolvendo Sociologia e Educação. No mês passado esteve em Curitiba para uma palestra promovida pela Faculdade Opet, e conversou com o Nota 10.



O tema de sua palestra é “Os desafios da linguagem do século XXI para a aprendizagem na escola”. Quais são os maiores desafios que professores e alunos enfrentam, envolvendo essa linguagem?



A escola está distante dos desafios do século XX. O fato é que quando as crianças de hoje forem para o mercado, elas terão de usar computadores, e a escola não usa. Algumas crianças têm acesso à tecnologia e se desenvolvem de uma maneira diferente - gostam menos ainda da escola porque acham que aprendem melhor na internet. As novas alfabetizações estão entrando em cena, e o Brasil não está dando muita importância a isso – estamos encalhados no processo do ler, escrever e contar. Na escola, a criança escreve porque tem que copiar do quadro. Na internet, escreve porque quer interagir com o mundo. A linguagem do século XXI – tecnologia, internet – permite uma forma de aprendizado diferente. As próprias crianças trocam informações entre si, e a escola está longe disso. Não acho que devemos abraçar isso de qualquer maneira, é preciso ter espírito crítico - mas não tem como ficar distante. A tecnologia vai se implantar aqui “conosco ou sem nosco”.



A linguagem do século XXI envolve apenas a internet?



Geralmente se diz linguagem de computador porque o computador, de certa maneira, é uma convergência. Quando se fala nova mídia, falamos tanto do computador como do celular. Então o que está em jogo é o texto impresso. Primeiro, nós não podemos jogar fora o texto impresso, mas talvez ele vá se tornar um texto menos importante do que os outros. Um bom exemplo de linguagem digital é um bom jogo eletrônico – alguns são considerados como ambientes de boa aprendizagem. O jogador tem que fazer o avatar dele – aquela figura que ele vai incorporar para jogar -, pode mudar regras de jogo, discute com os colegas sobre o que estão jogando. O jogo coloca desafios enormes, e a criança aprende a gostar de desafios. Também há o texto: o jogo vem com um manual de instruções e ela se obriga a ler. Não é que a criança não lê – ela não lê o que o adulto quer que ele leia na escola. Mas quando é do seu interesse, lê sem problema. Isso tem sido chamado de aprendizagem situada – um aprendizado de tal maneira que apareça sempre na vida da criança. Aquilo que ela aprende, quando está mexendo na internet, são coisas da vida. Quando ela vai para a escola não aparece nada. A linguagem que ela usa na escola, quando ela volta para casa ela não vê em lugar nenhum. E aí, onde é que está a escola? A escola parece um mundo estranho. As linguagens, hoje, se tornaram multimodais. Um texto que já tem várias coisas inclusas. Som, imagem, texto, animação, um texto deve ter tudo isso para ser atrativo. As crianças têm que aprender isso. Para você fazer um blog, você tem que ser autor – é uma tecnologia maravilhosa porque puxa a autoria. Você não pode fazer um blog pelo outro, o blog é seu, você tem que redigir, elaborar, se expor, discutir. É muito comum lá fora, como nos Estados Unidos, onde milhares de crianças de sete anos que já são autoras de ficção estilo Harry Potter no blog, e discutem animadamente com outros autores mirins. Quando vão para a escola, essas crianças se aborrecem, porque a escola é devagar.



Então a escola precisa mudar para acompanhar o ritmo dos alunos?



Precisa, e muito. Não que a escola esteja em risco de extinção, não acredito que a escola vai desaparecer. Mas nós temos que restaurar a escola para ela se situar nas habilidades do século XXI, que não aparecem na escola. Aparecem em casa, no computador, na internet, na lan house, mas não na escola. A escola usa a linguagem de Gutenberg, de 600 anos atrás. Então acho que é aí que temos que fazer uma grande mudança. Para mim, essa grande mudança começa com o professor. Temos que cuidar do professor, porque todas essas mudanças só entram bem na escola se entrarem pelo professor – ele é a figura fundamental. Não há como substituir o professor. Ele é a tecnologia das tecnologias, e deve se portar como tal.



Qual é a diferença da interferência da linguagem mais tecnológica para, como o senhor falou, a linguagem de Gutenberg?



Cultura popular. O termo mudou muito, e cultura popular agora é mp3, dvd, televisão, internet. Essa é a linguagem que as crianças querem e precisam. Não exclui texto. Qual é a diferença? O texto, veja bem, é de cima para baixo, da esquerda para a direita, linha por linha, palavra por palavra, tudo arrumadinho. Não é real. A vida real não é arrumadinha, nosso texto que é assim. Nós ficamos quadrados até por causa desses textos que a gente faz. A gente quer pensar tudo seqüencial, mas a criança não é seqüencial. Ela faz sete, oito tarefas ao mesmo tempo – mexe na internet, escuta telefone, escuta música, manda email, recebe email, responde - e ainda acham que na escola ela deve apenas escutar a aula. Elas têm uma cabeça diferente. O texto impresso vai continuar, é o texto ordenado. Mas vai entrar muito mais o texto da imagem, que não é hierárquico, não é centrado, é flexível, é maleável. Ele permite a criação conjunta de algo, inclusive existe um termo interessante para isso que é “re-mix” – todos os textos da internet são re-mix, partem de outros textos. Alguns são quase cópias, outros já são muito bons, como é um texto da wikipedia (que é um texto de enciclopédia do melhor nível).



Qual a sua opinião sobre o internetês?



Assim como é impossível imaginar que exista uma língua única no mundo, também existem as línguas concorrentes. As sociedades não se unificam por língua, mas sim por interesses comuns, por interatividade (como faz a internet por exemplo). A internet usa basicamente o texto em inglês, mas admite outras culturas. Eu não acho errado que a criança que usa a internet invente sua maneira de falar. No fundo, a gramática rígida também é apenas uma maneira de falar. A questão é que pensamos que o português gramaticalmente correto é o único aceitável, e isso é bobagem. Não existe uma única maneira de falar, existem várias. Mas com a liberdade da internet as pessoas cometem abusos. As crianças, às vezes, sequer aprendem bem o português porque só ficam falando o internetês. Acho que eles devem usar cada linguagem isso no ambiente certo – e isso implica também aprender bem o português correto.



O senhor é um grande escritor na área de educação, e tem vários livros publicados. Desses livros qual é o seu preferido?



Posso dizer uma coisa? Eu acho que todos os livros vão envelhecendo, e eu vou deixando todos pelo caminho. Não há livro que resista ao tempo. Mas um dos que eu considero com mais impacto – e não é o que eu prefiro – é o livro sobre a LDB (A Nova LDB: Ranços e Avanços), que chegou a 20 e tantas edições. É um livro que eu não gosto muito, que eu não considero um bom livro, mas... Outros livros que eu gosto mais saíram menos, depende muito das circunstâncias. Eu gosto sobretudo de um livrinho que eu publiquei em 2004, chamado Ser Professor é Cuidar que o Aluno Aprenda. É o ponto que eu queria transmitir a todos os professores: ser professor não é dar aulas, não é instruir, é cuidar que o aluno aprenda. Partir do aluno, da linguagem dele, e cuidar dele, não dar aulas. O professor gosta de dar aula, e os dados sugerem que quanto mais aulas, menos o aluno aprende. O professor não acredita nisso, acha que isso é um grande disparate. Mas é verdade. É melhor dar menos aulas e cuidar que o aluno pesquise, elabore, escreva - aprenda. Aí entra a questão da linguagem de mídia: a língua hoje não é dos gramáticos, é de quem usa a internet. Então a língua vai andar mais, vai ter que se contorcer, vai ser mais maleável.



Então o professor gosta de dar aulas deve mudar esse pensamento?



É um grande desafio: cuidar do professor, arrumar uma pedagogia na qual ele nasça de uma maneira diferente, não seja só vinculado a dar aulas. A pedagogia precisa inventar um professor que já venha com uma cara diferente, não só para dar aulas e que seja tecnologicamente correto. Que mexa com as novas linguagens, que tenha blog, que participe desse mundo – isso é fundamental. Depois, quando ele está na escola, ele precisa ter um reforço constante para aprender. É preciso um curso grande, intensivo, especialização, voltar para a universidade, de maneira que o professor se reconstrua. Um dos desejos que nós temos é de que o professor produza material didático próprio, que ainda é desconhecido no Brasil. Ele tem que ter o material dele, porque a gente só pode dar aula daquilo que produz - essa é a regra lá fora. Quem não produz não pode dar aula, porque vai contar lorota. Não adianta também só criticar o professor, ele é uma grande vítima de todos esses anos de descaso, pedagogias e licenciaturas horríveis, encurtadas cada vez mais, ambientes de trabalho muito ruins, salários horrorosos... Também nós temos que, mais que criticar, cuidar do professor para que ele se coloque a altura da criança. E também, com isso, coloque à altura da criança a escola – sobretudo a escola pública, onde grande parte da população está.

Fonte:http://www.eproinfo.mec.gov.br/webfolio/Mod83213/cpweb1.html


Escrito por ´ZÉLIA às 09h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Cursos a distância

Cursos on-line certificados pela ProEx/UFSCar, sobre diversos temas, com duração de no mínimo 36 horas e sob a responsabilidade de docentes da UFSCar.
Acesse o curso aqui


Escrito por ´ZÉLIA às 09h06
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 

BLOG DA PROFª ZÉLIA




SALA DE INTERAÇÃO ONLINE - CLIQUE AQUI


DESAPARECIDOS: Clique aqui e coloque no seu Blog!
DivulgandoDesaparecidos.org
Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 SERVIÇOS ONLINE
 NTE / DOURADOS
 MURAL GRÁTIS
 JOSÉ MANOEL MORAM
 CENTRO DE REFERÊNCIA EDUCACIONAL
 BLOG OFICINA
 BLOGS PEDAGÓGICOS
 EDUCACIONAL
 NTE - JOINVILLE
 NTE EM FOCO
 DICAS PARA PAIS E PROFESSORES
 PROFª RUTE- NTE
 BLOGS MATEMÁTICOS
 BLOG DO NOBLAT
 UEMS
 EPROINFO
 UFGD
 UOL
 DOURADOSNEWS
 SED MS
 SLIDESHARE
 YOU TUBE
 BOL
 SOFTWARES EDUCACIONAIS
 SITES INTERESSANTES
 SLIDE.COM
 PROFISSÃO MESTRE
 BÊ-A-BÁ DA INTERNET
 LINKS PARA ESTUDANTES
 EDUCAREDE
 LINKS PARA EDUCADORES
 BLOG DA PROFª ÂNGELA
 BLOG DA PROFª NOEMI
 BLOG DA PROFª ANA LÚCIA
 BLOG DA PROFª MARCIA FAITA
 BLOG DA PROFª MÁRCIA SOTOLANI
 BLOG DO PROF RAFAEL
 BLOG DO PROF ROSEMAR
 BLOG DA PROFª QUEILA
 BLOG DA PROFª ANGELITA
 BLOG DA PROFª SÔNIA
 DICAS DO LINUX EDUCACIONAL
 SUGESTÕES DE SITES
 PORTAL DO PROFESSOR
 SED-MS
 PENÁRIO VIRTUAL
 PORTAS CURTAS
 CURTAGORA
 UFA! BLOGUEI!
 ESP@ÇO BIOLÓGICO
 ESCOLA EDIFICAR
 SALA DE AULA INTERATIVA
 ARTE DE SUCATA
 BLOG DA JACIRINHA
 CANTO DOS PROFESSORES
 BLOG DO PROFESSOR DOUGLAS
 GLOBO AMAZÔNIA
 EE FÁTIMA GAIOTTO /NOVA ANDRADINA
 EE PAULO FREIRE -IGUATEMI
 EE VINICIUS DE MORAES - NAVIRAÍ
 PAPACAIO
 NTE DOURADOS
 BLOG DA ZELITA
 BLOG DE BIOLOGIA
 BIOLOGIA NA REDE
 O MUNDO ANIMADO
 REVISTA RECREIO ONLINE
 PORTAL CINEMA
 REVISTA CRESCER